Sexta-feira, 3 de Julho de 2009

Fora Sarney em Macapá

Vereadora Cristina Almeida (PSB) - que foi adversária de Sarney em 2006 - e o presidente do PSOL Randolfe Rodrigues


Postado por Alcinéa Cavalcante. No Blog da Alcinea
O "Fora Sarney" em Macapá
Cerca de duzentas pessoas - estudantes, militantes do PT, PSOL e PSB - participaram ontem, na Praça da Bandeira em Macapá, do ato "Fora Sarney".
A mobilização toda foi feita pela Internet. Nenhum jornal e nenhuma emissora de rádio e TV deram qualquer notícia sobre a manifestação. Os organizadores disseram que apesar do silêncio da imprensa amapaense pode-se considerar que o ato bombou. "Não é fácil mobilizar apenas pela Internet quando sabemos que o número de internautas no Amapá ainda é muito pequeno", disse Heverson Castro, um dos organizadores do evento e que faz parte da Juventude Petista.


I love Lulla

Do Acir Vidal

Não tem o que fazer sábado a noite? Vá à Pizzaria do Ed-mar a pior


Do Toinho de Passira

Na Lábia


SÔ Sarney!


Salvo


Poizé!


Panos quentes..


?!


Quem diria!?


Atados...


Padrinhos e madrinhas


Meninos, meninas

Da Mary
É nessa coleção genial chamada Mundo da Criança que eu vi esse poema. E que minha mãe recitava pra gente. Eu e meu irmão. E eu morria de rir dele. Porque achava melhor ser menina. Hoje, não acho. Porque não consigo mais ver problemas em rãs. Antropologia saves my soul, você bem sabe.

De que são feitos os meninos?
De que são feitos os meninos?
Rãs, caracóis, rabinhos pequeninos.
Disto são feitos os meninos.

De que são feitas as meninas?
De que são feitas as meninas?
Açúcar, perfumes e outras coisas finas.
Disto são feitas as meninas

E tudo é interessante. Por exemplo. Eu gosto de perfume. Mas esqueço de passar. Esqueço de comprar. Meu irmão não. Ele toma banho de. Deixa rastro quando passa. E teve diabetes precoce. Por causa de muito açucar. E porque é muito nervoso. Não podia dar certo, esse poema. Eu já sabia. Ele já sabia. Minha mãe já sabia. Acabava sendo mais um jeito mesmo, da gente perceber. Que meninos e meninas são feitos da mesma coisa. Mas o que acontece com o pessoal que fez o comercial da Ruffles. Não tem mãe que declama poemas. Não tem a coleção Mundo da Criança. E diz que menina gosta de sapato e menino gosta de churrasco. E pronto. Pra arrepiar de vez os meninos ativistas das causas dos animais. E etc etc. O mundo mudou, hein pessoal? Que a Ruffles vire símbolo de caretice é algo que não dá pra entender. Porque escolher um caminho desse. Não dá mesmo.
Marjorie, como sempre, destrincha o negócio . Eu só me lembrei desse poema aí. Que é muito longo para ser twittado.
Me incomoda porque eu considero que estamos num momento tão avançado de percepção. Das construções das diferenças entre os gêneros. E aí fazem essa redução. Oh, não. É o que eu penso. Veja que mesmo a careta ciência da biologia. Já pega pra outras coisas. Embora todas nós discordemos. As diferenças são colocadas em termos de reflexos masculinos e femininos. Em relação ao som de choro e à dor do outro. E coisas assim. Essa camada aí. Que nem verniz não é. Menina gosta de sapato. Menino gosta de bolinha de gude. Isso aí é so last century. Ou retrasado. Não sei dizer retrasado em inglês. Minha prova final é na segunda-feira.

Eu gostei demais dessa foto aí que eu postei. Me lembrei dessa outra, do Jan Saudek, claro. Eu já cheguei a usar no template, a do Saudek. De tanto que eu gosto. Porque me parece assim. Se poder é uma questão de artefatos, deixa com a gente. É questão de fazer a barba? Então eu faço. E a de cima, me deu outra coisa, né? De nada a ser barbeado. E aí o artefato vira uma ameaça ao pescoço dela. Me deu um impacto mesmo, quando eu vi. Depois eu li que tem todo um lance. Uma discussão sobre como as mulheres devem ser depiladas e essa exigência tornando-se uma opressão. Diz também que as fotos devem ser vistas juntas (as outras sobre depilação). Mas eu gostei assim sozinha mesmo. Ah, claro. A foto da Blanka pode ser apenas que ela está brincando de ser menino. E eu acho genial do mesmo jeito se for isso etc. Porque, né? Enquanto ela brinca de fazer a barba, outra coisa está precisando ser urgentemente depilada etc. É, também, uma boa piada.

Eu não sabia que tinha uma mansão!

Foto: de Dida Sampaio/AE, Cap-tirada do Blog do Noblat
Depois da família inteira comendo o dim dim público. Depois dos empregados pessoais ganhando do ervanário público. Depois do dinheiro a mais em sua conta. ...tacham ... tacham...agora vem a mansãozinha de 4 milhões em Brasilia. Claro, não declarada na Receita Federal. Tá bom, seu contador 'esqueceu' DE CONTABILIZAR essa bagatela.

Fora, Sarney!


Fora, Sarney!


Braziuuu!


Fora Coroné Sarney!

Do ACir Vidal

Fora, Sarney!


Pela cassação do Ed-mar a pior Moreira, ladrão declarado!


Prezados,

Inicio nova campanha de e-mails em meu blog, desta vez pedindo a cassação de Edmar Moreira, vulgo Moreirinha!

http://omundobythais.blogspot.com/2009/07/pela-cassacao-de-edmar-moreira.html

Atenciosamente,

Thaís Gomes
http://omundobythais.blogspot.com

Quinta-feira, 2 de Julho de 2009

Qual?



XÔ, sarney! FORA!


...


Fora sarney!


Braziu: vai de ED-mar a pior Moreira!


Ed-mar a pior


...


Braziu: país dos favores....



Do Blog do Professor Roberto Romano
Correio da Cidadania, 2 de julho de 2009, entrevista com Roberto Romano sobre o Senado, partidos, etc.
Crise do Senado reflete profunda ‘coronelização’ dos partidos políticos
Escrito por Valéria Nader e Gabriel Brito
Em meio às barbaridades republicanas, os brasileiros se perguntam o que mais será necessário para que tenhamos instituições minimamente respeitáveis. Em entrevista ao Correio da Cidadania, o filósofo Roberto Romano procura destrinchar as origens do que se chama democracia no país. Para ele, proceder a uma autêntica reforma política, cuja condição essencial seria democratizar os partidos políticos, é questão de ‘salvação nacional’, único modo de acabar com a onda de despolitização e descaracterização da própria prática política A única maneira de não vermos, como nas palavras do próprio, obscenidades como a imagem de Lula, Collor, Sarney e Calheiros em risos de bons confrades.
Afundando num mar de lama e barbaridades republicanas, os brasileiros se perguntam, sem conseguir respostas, o que mais será necessário acontecer para que um dia tenhamos instituições minimamente respeitáveis. Em entrevista ao Correio da Cidadania, o filósofo Roberto Romano procura destrinchar aspectos que moldaram o perfil e os costumes do que se chama democracia no país.
Romano lembra que um fator preponderante para a decadência dos parâmetros éticos é a peculiar confluência brasileira entre burocracia e relações de favor, em tese campos opostos da vida cotidiana. O professor da Unicamp ressalta que, após o engessamento causado por nossas ditaduras do século 20, o público ainda vive um lento processo de tomada de consciência, que ao menos vem servindo para elevar o nível de indignação das pessoas. Ademais, coloca na berlinda o atual papel do Senado, que num regime bicameral poderia se tornar menos representativo, com apenas um eleito por estado.
Para ele, proceder a uma autêntica reforma política, cuja condição principal seria democratizar os processos decisórios internos de cada partido, é questão de ‘salvação nacional’, único modo de acabar com a onda de despolitização e descaracterização da própria prática política A única maneira de não vermos, como nas palavras do próprio, obscenidades como a imagem de Lula, Collor, Sarney e Calheiros em risos de bons confrades.
Correio Cidadania:
Já foram tantos os escândalos no Senado que o atual parece até assumir ares de insignificância. A seu ver, o que revela do país nesse momento atual? Há uma séria crise política, uma crise institucional, o que estamos vivendo de fato?
Roberto Romano:
Estamos vivendo uma crise do Estado e essa crise tende a se agravar cada vez mais, dado o desequilíbrio muito grande entre a cidadania e os poderes Executivo, Legislativo e Judiciário. Temos a cidadania caminhando para um lado e a instituição estatal para outro, esse é o primeiro ponto.
O segundo é que os três poderes não se entendem, e assim não temos uma harmonia, mas, como sempre, uma imposição do poder Executivo, que é respondida com uma permanente chantagem do Legislativo, além da entrada do Judiciário em campos que não são propriamente os seus. Uma situação muito complicada.
Ficamos a discutir qual é o modelo de Estado e sociedade que queremos. Se nós queremos uma sociedade republicana, democrática e livre, temos de repensar a estrutura do Brasil, país que dificilmente pode ser definido como federação, e justamente esse é um ponto para a crise do Senado. Se o Brasil fosse de fato uma federação, o Senado seria muito relevante, pois nele estariam sendo discutidas as diferenças dos estados autônomos e haveria uma necessidade premente da intermediação dos senadores para resolver problemas de autonomia e inter-autonomia.
No entanto, como não é uma federação, como disse muito bem o jurista Fábio Comparato, mas um Império, há ainda hoje uma prática de poder do Executivo federal que age junto aos estados e municípios como se fosse um exército vencedor impondo regras aos vencidos.
Esse é um ponto importante: na ausência de relevância do Senado para questões de magnitude, vemos essa transformação da casa numa agência que busca conseguir recursos federais para as regiões, e ao mesmo tempo chantageia o Executivo, requerendo vantagens para aprovar aquilo que é recusado pela Câmara ou mesmo pela sociedade.
CC:
Os atuais escândalos têm motivado discussões acerca do fim do Senado. O jurista Dalmo Dallari, por exemplo, que vem estudando o assunto, argumenta que o Senado no Brasil, por sua origem, é "um anteparo a excessos democratizantes", e ademais já teríamos a Câmara como um representante mais proporcional da população. O senhor, em entrevista ao Correio no final de 2007, por ocasião do escândalo Renan Calheiros, também já argumentava quanto ao teor conservador do Senado desde seu nascimento até os dias de hoje, uma vez incapaz de trabalhar em torno de uma verdadeira autonomia para os estados. O que pensa hoje disto, o bicameralismo não está mesmo se demonstrando prescindível?
RR:
Creio ser um pouco cedo para definir assim. O que ficou muito claro com essa crise no Senado é que ele, enquanto instituição, não responde nem às necessidades da cidadania e nem às do próprio Estado. Foi reduzido a uma agência de empregos para parentes dos senadores, foi tragado pelo nepotismo, pelo controle dos funcionários...
Aliás, esse é um ponto que considero importante: Max Weber, em ‘Economia e Sociedade’, analisando a burocracia, mostra que, seja no poder de um grande rei ou de um parlamento – digno, sério, como o parlamento francês ou inglês -, essas instituições da chefia de Estado ficariam praticamente indefesas diante da burocracia. Isso porque a burocracia tem o ‘segredo do cargo’. O burocrata é aquele que conhece os procedimentos, como colocar um processo, como obter e guardar informações, como abri-las só para quem considera ‘digno’ etc. Além disso, funciona de forma hierárquica, vertical. Assim, a burocracia tem uma força que muitos exércitos não possuem. E Weber dizia que o destino dos Estados e da sociedade ocidentais seria a burocracia.
O que aconteceu aqui no Brasil? Aqui tivemos duas coisas: em primeiro lugar, a burocracia, que nesse caso do Senado fica evidente, com os burocratas agindo segundo o segredo do cargo e de maneira hierárquica. É só ver que foi o chefe dos burocratas que determinou os procedimentos errôneos e ilegais. No entanto, tem o segundo fator que piora as coisas por aqui: as relações de favor. Elas existem em todas as sociedades, mas aqui no Brasil fazem parte de sua essência. É o favor do coronel ao agregado, do político-coronel ao seu colega coronel, dos empresários para os políticos e vice-versa... Como diz a professora Maria Sylvia Carvalho Franco, o favor é a mediação universal da sociedade brasileira (dito em ‘Os homens livres na ordem escravocrata’).
Dessa forma, ocorreu no Brasil algo muito estranho: a junção da burocracia com o favor. A burocracia deveria funcionar sem favor, pois ela trabalha impessoalmente, uma de suas regras é a racionalidade impessoal; o que vale é o número do processo, e não o nome. Aqui a burocracia serve justamente para alicerçar as relações pessoais e as de favor. Isso traz um problema quase insolúvel, porque pode se tentar resolver o poder da burocracia, o que é muito complicado (como mostraram Weber, Lukács e outros), mas por outro lado é muito difícil encaminhar essa junção de dois elementos que deveriam ser opostos: a impessoalidade da burocracia com a pessoalidade do exercício dos cargos.
Isso mostra que nós, efetivamente enquanto país, entramos na modernidade pela porta errada. Somos um país onde tudo que há de mais racional se torna irracional imediatamente, tendo em vista as relações de poder. São as mesmas oligarquias que mandam na sociedade, no Estado e favorecem a entrada de novas oligarquias, desde que essas paguem o pedágio, na base do ‘é dando que se recebe’.
CC:
De toda forma, uma medida como a extinção do Senado obviamente só faria sentido se inserida em um espectro de uma reforma política mais ampla, não?
RR:
Exatamente. Acho que já falei até ao Correio sobre isso. É necessário, mais que urgentemente, por ser tema de salvação nacional, que a cidadania exija uma reforma política e também a democratização dos partidos políticos. É preciso que estes deixem de ser propriedade de pequenos grupos de oligarcas, ou que pequenos partidos de indivíduos donos de siglas deixem de servir às oligarquias e se transformem em instrumento de posição política dos aderentes, dos militantes.
Um partido conservador, de direita, tem militantes de direita. Sendo assim, deve ouvir seus militantes de direita. Um partido socialista tem militantes socialistas, e por isso precisa ouvir sua militância socialista. Se não for assim, qualquer partido perde a legitimidade, e é o que assistimos hoje. Os partidos servem tão somente para cumprir os desejos de ascensão social de seus dirigentes, ou de preservação social dos mesmos; ou você sobe na vida justamente através do partido ou o utiliza para se manter na elite - economicamente, politicamente etc.
Gosto de comparar os partidos brasileiros aos times de futebol nacionais. São as mesmas direções no poder há décadas, não há renovação e elas mandam no caixa, no técnico, deixando a torcida como última a apitar alguma coisa. No caso do partido político é a mesma coisa, o mais importante dentro dele é o militante, é a alma do partido. No entanto, nos partidos brasileiros, ele não manda nada. Sequer é chamado para as eleições primárias, como nos EUA e na França. São meia dúzia de oligarcas que escolhem e impõem os candidatos, manipulam a verba, a propaganda do partido e tudo mais.
Portanto, se queremos democratizar o Estado brasileiro, um passo fundamental é democratizar os partidos políticos.
CC:
O que seriam, neste sentido, pontos essenciais em uma reforma política a seu ver?
RR:
Bom, esse ponto que acabei de destacar é condição sine qua non. O segundo passo é recuperar a paridade nas eleições para o Legislativo federal. Temos essa condição equivocada na Constituição, pois o voto de um eleitor da Bahia vale metade do eleitor do Acre, o que faz a vontade geral ser desobedecida. Deve-se obedecer, inclusive do ponto de vista quantitativo, ao desejo da maioria e à vontade geral. E no nosso caso não temos uma representação correta na Câmara Federal. E tampouco no Senado. São três senadores por estado, o doutor Fabio Comparato propõe dois e eu diria que um já seria ótimo. Isso porque o partido que tenha um senador eleito já poderia ficar bem representado. Não é necessário tanto senador assim.
Já o terceiro ponto se refere a aspectos mais técnicos, e que assim precisariam ser discutidos mais pela racionalidade que pela passionalidade. Essa questão do voto distrital, por exemplo, tem posições válidas em favor e contra. Existem argumentos que sugerem que assim vai se ‘paroquializar’ as eleições. Por outro lado, há o argumento de que garantiria maior fiscalização dos eleitos por parte dos cidadãos. Por isso que é muito difícil definir numa tacada. Não que eu tenha uma panacéia, mas volto a insistir que todas essas determinações de votações e escrutínio precisam passar primeiramente pela democracia nos partidos. Desviar uma eleição por meios técnicos é tão possível quanto por outro método qualquer.
CC:
O grande ‘porém’, no entanto, é que uma reforma política dependeria justamente da aprovação dos atuais componentes do Congresso.
RR:
Por isso já se aventou a possibilidade de se convocar uma Assembléia Nacional Constituinte. Aliás, é interessante, pois o que aconteceu em 88? Tivemos um Congresso que se autodeterminou como constituinte, mas não ocorreu uma Assembléia Nacional Constituinte. E me parece que boa parte de todas as confusões e equívocos na interpretação da Constituição se originam disso. Por prudência, pelo fato de se ter saído há pouco do regime militar, não se deu esse passo radical em termos de criação de uma nova Carta.
Manteve-se dentro do Congresso personalidades que agora até dirigem o Senado, que eram profundamente eivadas de autoritarismo e subserviência ao Executivo. Essas pessoas estão dirigindo o país ainda... Só pra ficar mais notório, cito José Sarney. Fez toda sua carreira na sombra da ditadura, era um dos mais importantes líderes da ARENA. E por sentido de oportunidade mudou de barco na última hora. Tudo aquilo com o que ele se acostumou em termos de subserviência ao Executivo e, ao mesmo tempo, pressão para conseguir recursos para sua região, ele faz.
Não por acaso no período Sarney foi instituído o chamado centrão, o ‘é dando que se recebe’.
CC:
Há, assim, contexto social e político para proceder a tal reforma hoje no país?
RR:
Se nós ficarmos apenas nessa constatação de que os donos do Legislativo, do Executivo e do Judiciário são eternos donos do Estado, evidentemente não há possibilidade nenhuma de mudança. Por aí ainda estaríamos na época do escravismo brasileiro. Aliás, nem isso, mas do escravismo na Grécia, na Itália... Não acho válido o argumento de que não é possível conseguir mudanças só porque as pessoas que estão no poder se aproveitam para criar regras em seu favor.
É plenamente possível que a cidadania se mobilize com todos os instrumentos de hoje – rádio, TV, internet – e é perfeitamente possível notar que o cidadão está cada vez mais consciente. É interessante que ele esteja mais consciente, mas impotente também.
Eu não gosto de metáforas clínicas, porque têm um ranço autoritário muito grande, mas digo sempre que o corpo social brasileiro no século 20 ficou engessado por duas ditaduras. Quando uma perna fica muito tempo engessada, perde sua força, seu vigor, tende a se tornar mais frágil. E estamos há 20 e poucos anos fora do gesso, portanto, começando a nos revigorar. Estamos no período da fisioterapia, começando a sair da fraqueza. Acho perfeitamente possível seguir na linha do fortalecimento da vontade geral da população, que deve cobrar cada vez mais e também votar cada vez melhor.
Mas não sou ingênuo e sei que, conforme a regra instituída, a tendência de fato é de se favorecer quem está lá, como na última reforma política, que foi um escândalo, porque começava com eles próprios na questão da lista, por exemplo. É preciso que não se aceitem gessos espirituais. A ditadura de Vargas, dos militares, foram um gesso material, com uso da propaganda e da força física para impor seus autos, no nosso caso tortura, exílio, cassação, mortes. Não podemos aceitar que, com essa força física afastada – só em parte, pois quem é pobre e preto sabe bem como a força física do Estado está contra ele –, o gesso físico dos tempos da ditadura permaneça em termos intelectuais. E, além disso, temos de procurar soluções, pois uma cabeça que começa a quebrar seu gesso tem condições de imaginar maneiras de ação para confrontar os supostos donos do poder.
CC:
Mas não há uma indiferença maior da população desta vez? Por que estaria mais indiferente?
RR:
Bom, participei de um debate em Curitiba e fiz o papel do pessimista, enquanto um professor de Direito fez o de otimista. E ele, com certa razão, dizia que essas relações de favor, medidas ilegais, o ‘é dando que se recebe’ eram a normalidade há 30 anos, aconteciam a céu aberto. Hoje, viraram coisa secreta. Não que eu tenha muito entusiasmo com essa alegoria, mas de fato ela é real. A população, cada vez mais informada, tem ficado cada vez mais brava e vem discutindo mais também.
No entanto, o gesso funciona nessa questão do partido, na forma de organização. O partido, ao invés de ser um instrumento flexível de expressão das vontades da população, se torna uma espécie de aparelho ortopédico que impede a ação do povo. É nisso que acho importante focar.
Vejamos o Lula: mesmo recebendo aprovação de 200%, certas expressões usadas por ele não funcionam. Tenho conversado e visto muita gente brava com esse negócio de dar dinheiro ao FMI e com a história de dizer que o Sarney é um homem comum. Ou seja, mesmo em relação a alguém com esses índices fantásticos, a população começa a distinguir melhor o que é correto ou não em termos de práticas democráticas e republicanas.
CC:
Há, no entanto, como se pensar em uma séria reforma política, sem mudar a cultura política, o que obviamente implica em um outro sistema educacional, por exemplo?
RR:
Sim, essa é uma questão fundamental. Como falávamos dessa questão da votação e do escrutínio, é preciso ficar atento a que muitas vezes a eleição não é democrática. Ainda mais sem saber como os votos são contados!
Para isso, o grande pensador democrático do século 18, Condorcet, matemático também, se preocupou tanto com tais questões das eleições. Ele tem um tratado imenso sobre as eleições e também criou o ‘Paradoxo de Condorcet’. Estudos sobre ele cresceram muito depois das eleições que o Bush fraudou na Flórida, o que fez os EUA discutirem muito o paradoxo de Condorcet. Não vamos fazer uma revisão técnica, mas, grosso modo, consiste em: se temos uma eleição plural, com quatro candidatos, e se o escrutínio for simples e não pensado, teremos eleito aquele que não foi o preferido da maioria – daí o paradoxo. Mas se fizermos uma eleição com A, B, C e D e depois inverteremos a posição, obter-se-á uma triagem muito mais de acordo com a maioria que numa eleição de maioria absoluta ou simples.
É um paradoxo muito interessante porque supõe que o eleitor tem uma grande capacidade de fazer o cálculo da probabilidade. Uma das propostas dele é ensinar cálculo de probabilidade, matemática, ao eleitor. Porém, isso pode acontecer selvagemente: se, por exemplo, eu votar nesse senhor, ele me dá uma dentadura; é uma probabilidade, simples e selvagem. Mais um cálculo: se eu votar nesse outro, ele fará uma ponte no meu rio; é mais complexo, com mais variáveis a se analisarem. Outro: se eu votar nesse, sua política econômica, educacional e de segurança de Estado será muito mais eficaz; o cálculo já fica muito mais complicado. E se eu votar nesse último, a política do país, do ponto de vista científico, tecnológico etc., será mais equânime; bem complexo também.
Quer dizer, é preciso, segundo ele, que se ensinem os cálculos matemáticos, de probabilidade, para que o eleitor tenha capacidade de julgar com sua própria cabeça. É uma fé na inteligência humana. Até o século 18, como até hoje se vê, existia o pensamento de que negros não podiam aprender matemática. Mas Condorcet lutou pra mostrar que eles tinham condições de serem até mais geniais nessa área.
Essa formação educacional e de cidadania é importantíssima. Por exemplo, em teoria política temos a idéia de Kant de que o importante é o cidadão ser virtuoso; que não roube, não mate, obedeça às leis, seja republicano, em suma, a educação da cidadania, à qual não seria necessário um aprendizado letrado, em ciências e tal, que por sua vez seriam coisas para meia dúzia de gente. A proposta de Condorcet vai no sentido exatamente contrário, bem de acordo com as luzes francesas do Iluminismo. Para que haja um regime de liberdade, para que haja democracia, é necessário o povo poder pensar cientificamente. Por isso que uma das variantes de seu pensamento é justamente Augusto Comte, com o positivismo.
E de fato, a performance do Brasil em matemática comparativamente ao mundo é de assustar, pois nossa população realmente não tem essa nutrição no pensamento matemático.
CC:
O senhor acredita que o ‘caso Sarney’ seja o fundo do poço da política nacional, ou podemos descer ainda mais?
RR:
Olha, o inferno sempre é mais profundo. Eu não conheço limite nem para o céu e nem para o inferno. Realmente o Brasil vive cada vez mais, desde sua descoberta, esse inferno do absolutismo, da corrupção trazida pelo absolutismo, da não responsabilização trazida pelo absolutismo, da extração violenta de impostos sem devolução, enfim, um regime de concentração de poderes que o absolutismo trouxe.
E é bom lembrar que o Estado brasileiro nasceu contra-revolucionário. Nasceu contra a revolução francesa, contra a revolução inglesa e contra a revolução norte-americana. D. João VI, vindo para cá fugido de Napoleão, que ele entendia como expressão da revolução francesa, quis fazer no Brasil um Estado onde não ocorressem aquelas desgraças das revoluções democráticas, instaurando um Estado conservador. E quando o Império se instala aparece aquela idéia ditatorial do Poder Moderador, com o chefe do Estado podendo mandar nas três esferas e na sociedade.
Temos assim um Estado absolutista, extemporâneo, anacrônico, feito expressamente para ir contra as revoluções democráticas. E que permanece até hoje.
CC:
Considerando o lamaçal atual, e mesmo sabendo que esta não é absolutamente a solução para a grave crise moral e política em nosso país, Sarney deveria renunciar? Este não seria somente mais um procedimento pra sanar a ‘sede por justiça’, para que tudo volte a ser como antes?
RR:
Eu acho que ele deveria renunciar, mas também acho que não deveria ter sido eleito. E nesse ponto podemos perfeitamente fazer uma cobrança sobre o PT, sobre uma responsabilidade histórica gravíssima. Durante o processo de impeachment do Collor, estive em várias e várias manifestações promovidas pelo PT contra ele e o processo demagógico e corruptivo que representava. Hoje, quando sabemos que sua presença é saudada pela ministra Dilma, por ser chefe de uma comissão de infra-estrutura no Senado, vemos bem o passo que foi dado.
Logo depois da eleição do Sarney, a imprensa divulgou uma foto das mais obscenas da história da política moderna brasileira: Renan Calheiros rindo-se às escâncaras junto de Collor e Sarney, sendo que tenho certeza, pois houve declarações nesse sentido, de que o presidente da República também se ria às escâncaras. Acho muito grave essa acolhida do Collor na base governista, um retrocesso. Não é cobrar do presidente por um dia ter chamado Sarney disso ou daquilo; é o mínimo de proposição política.
No caso, houve uma espécie de descaracterização das posições políticas, ideológicas etc., que não são propriamente táticas, e sim estratégicas. E efetivamente estamos chegando a uma situação de impossibilidade de se ter qualquer plano de andar para adiante. O Collor é saudado pela ministra, que perguntava aos outros se já o tinham cumprimentado... Esse convívio respeitoso da possível futura presidente com quem o seu partido lutou para botar pra fora do poder já teve o seu troco: agora sabemos que ele usou a verba indenizatória para fazer a segurança da Casa da Dinda.
Tais posições, todo esse pragmatismo político, me parecem muito pouco saudáveis para a vida social, democrática e republicana brasileira.
Gabriel Brito é jornalista; Valéria Nader, economista, é editora do Correio da Cidadania.

Menos, presidente, menos!



Do Ricardo Noblat - deu em o estado de s.paulo
Lula ataca mídia e chama Kadafi de ''amigo e irmão''
Único convidado a comparecer à Cúpula Africana, ele diz que consolidar democracia é ''processo evolutivo''
De Andrei Netto:
Único convidado de honra presente à Cúpula da União Africana, aberta ontem, em Sirte, na Líbia, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva responsabilizou os países industrializados pela crise do sistema financeiro e pelo "caráter perverso da ordem internacional". O discurso, aplaudido por chefes de Estado e de governo e por líderes tribais africanos, foi sucedido por críticas à imprensa pelo que considerou "preconceito premeditado" por sua proximidade com ditadores da região.
A participação do presidente na cúpula, que está em sua 13ª edição, foi ressaltada pela ausência dos demais convidados especiais. Silvio Berlusconi, primeiro-ministro da Itália, e Ban Ki-Moon, secretário-geral da Organização das Nações Unidas (ONU), cancelaram suas participações, anunciadas como certas pelo cerimonial do evento até a véspera.
Outro ausente foi Mahmoud Ahmadinejad, presidente do Irã, cuja falta não foi justificada publicamente. Ahmadinejad ficaria sentado ao lado de Lula, que por sua vez ficaria ao lado do ditador líbio Muammar Kadafi, que está no poder desde 1969, quando assumiu o controle do país em um golpe de Estado aos 27 anos de idade. Leia mais em: Lula ataca mídia e chama Kadafi de ''amigo e irmão''

Que vergonha!


Sai Ribamar!


Cap-tirada do Blog do Noblat
FRASE DO DIA
“Licença, não. Ou eu fico, ou eu saio. Eu que assumi agora vou pagar pelos últimos 14 anos?”

José Sarney (PMDB-AP), presidente do Senado

Braziu lost


Imagem: do Guto cassiano
Ed-mar a pior Moreira: liberado pela Comissão de Ética. Creio que os deputados são analfabetos. Não sabem o que é ética. Comissão de Titica.
Comissão de Notáveis: outra comissão para ajudar o Sarney a coçar a sua sarna. Notáveis. Ai, Meu Deus, o que é isso.
Estamos lost!

Quarta-feira, 1 de Julho de 2009


DE Alcinea Cavalcanti, jornalista que teve seu BLOG cassado pelo senATOR Sarney. Sim, o mesmo que emprega a família com dinheiro público. VEJA AQUI


Li no Meme de Carbono
"O primeiro movimento “Fora Sarney” foi em 2006 quando ele utilizou a justiça para tirar do ar o blog da jornalista Alcinéa que o criticava. A propósito, agora Alcinea Cavalcante mantém seu blog no Blogger. Desde então o atual senador faz parte do imaginário do Internauta cidadão como um símbolo do cerceamento da liberdade de expressão."(Leia a íntegra em http://www.memedecarbono.com.br/)

Sei não...


Toinho pede:

Fotomontagem sobre foto de Roosewelt Pinheiro/Abr
Toinho da Passira pede:
Sarney até o fim
Nós do “thepassiranews somos favorável a permanência do senador José Sarney, na presidência do Senado, até que o último parente venha a público, a última falcatrua venha à luz, todos os atos deixem de serem secretos, todos os bunkers sejam abertos a visitação pública, todos os pecados sejam revelados, todas as verbas auditadas, todas as passagens aéreas rastreadas e todos os terceirizados se desterceirizem. Que se reconheçam todos os netos, as amantes, concubinas, chamegos, fantasmas, assessores interestaduais, internacionais e intercontinentais.Que se examinem todas as contas de celulares, das verbas secretas, das despesas não contabilizadas, dos empréstimos a fundo perdido, das horas extras não trabalhadas.Que se auditem os salários dos mordomos motoristas, dos motoristas mordomos, dos moradores de apartamentos funcionais, dos seguranças particulares, dos barbeiros, psicólogos e manicures federais.Que se investiguem a fundo os amigos mais íntimos de Sarney, todos eles, em conjunto e individualmente, sobretudo o velho amigo Renan Calheiros e o aliado recente Wellington Salgado.Que se investiguem os apressados que querem encerrar a crise ejetando Sarney, sobretudo a filha Roseana, governadora do Feudo, os partidos que o ajudou a chegar lá, os senadores que vivem pedindo a sua renuncia, afastamentos e licença.Que por fim seja ofertado a Agaciel Maia, benefício da delação premiada e saiam de perto

Ladrões debochando do povo...




A política já não espanta. Os repórteres acompanham a coisa com olhos de enfado. Habituaram-se ao inaceitável.
Do Blog do Josias de Souza
A última reunião do Conselho de (a)Ética da Câmara exige a presença de um roteirista de cinema, um Glauber Rocha redivivo.

Plano geral na sala do conselho. Voz de locutor: “Corrupção é bom? Os escândalos são bons? Vêm para o bem? É saudável que aconteçam?”

Olhos rútilos. Bocas. Dentes de deputados rindo. Sob holofotes, uma barriga ceveda a verbas da Sudene sussurra: “Seremos crucificados pela imprensa”.

Um estômago nutrido a cotas de gabinete replica: “Bobagem. A corrupção anda tão generalizada que ofensivo agora é ser chamado de incorruptível”.

O barriga de Sudene: “Mas a eleição é no ano que vem”. E o estômago de cotas: “Tô me lixando. Com o dinheiro da corrupção eu compro um caráter sem jaça”.

Voz de locutor: “Os escândalos são bons porque funcioanam como um desmascaramento. Se vêm à tona é sinal de que os criminosos foram pilhados”.

Corta para o castelo de R$ 25 milhões, nos fundões de uma Minas Gerais feudal. Música de Vila Lobos. Fecha numa barata à borda da piscina.

Câmera de volta para o conselho. Zoom na cara de Edmar Moreira. Semblante cool, clean, despreocupado. Ao fundo, os rostos de repórteres cansados.

Ouve-se a voz inquisidora do relator Nazareno Fonteles (PT-PI): “O colega violou os princípios constitucionais da legalidade, da impessoalidade e da moralidade".

Close nos lábios do deputado Moreira Mendes (PPS-RO): "O mandato é meu e vou votar de acordo com minha consciência...”

“...O Edmar cometeu ato atentatório contra o decoro parlamentar, mas não incompatível com o decoro".

Imagens de deputados votando. O presidente José Carlos Araújo (PR-BA) anuncia o resultado. Nove votos pela absolvição. Quatro pela condenação. Uma abstenção.

Edmar Moreira sorri um riso infinito. Nada fora comprovado, exceto uma coisa: não há culpados no Congresso; só inocentes e cúmplices.

Uma mosca solitária voa no plenário do Conselho de (a)Ética. Voz do locutor: “Essa lição já não havia sido aprendida? O país já não mudara?...”

“...Não ficara combinado que os políticos não delinquiriam mais. Não ficara estabelecido que os eleitores não votariam em bandidos?”

Corta para uma feira. Azáfama, algaravia, muvuca. Jornais enrolam peixes. Corta para o Congresso. Cenas aéreas de um Legislativo também aéreo.

Fecha na cuia virada para cima. Súbito, uma fenda se abre no solo seco e quebradiço de Brasília.

O chão engole o pedaço da edificação de Niemeyer em formato de empada. Corta para o castelo mineiro. Festa de Edmar.

O deputado inocente se esconde atrás de uma cascata de camarões. Forma-se à sua direita uma fila de cumprimentos: gordos deputados, colunistas sociais...

...Lobistas melífluos, achacadores cheirosos, burocratas prestativos. Um brinde coletivo. Nada havia sido comprovado.

Cenas finais: convidados retardatários cruzam a ponte levadiça do castelo em suas mercedes e BMWs. Uma rotativa imprime o jornal do dia seguinte.

“A nova moral”, eis a manchete. O roteirista dá nome ao filme: Brasília em Transe. Suspira. E digita a última palavra: Fim.

Aqui no Braziuuu


Os notáveis!


Chegando em casa agora a noite ouço na CBN. Sarney não irá se afastar. Tem o apoio do PMDB. Mercadante e PT sugerem uma comissão de notáveis para discutirem a reforma administrativa no senATO. Pergunto: notáveis em quê? Notáveis em estancar as crises de corrupção? Notáveis, blá. Que vergonha. Aliás, mais uma vergonha para o PT. Protegendo um corrupto.



Caca


XÔ, sarney! FORA! Participem!!!!!


Quarta-feira, 1 de Julho de 2009 do BLOG da ALCINEA CAVALCANTI

É hoje o "Fora Sarney"


Belo Horizonte – 14h na Praça Liberdade

Brasília - 19h em frente ao Congresso Nacional

São Paulo – 19h em frente ao MASP

Campo Grande – 18h na Praça do Rádio

Campinas - 19h em frente a Prefeitura

Porto Alegre - 12h30 na Praça da Matriz

Goiânia - 19h em frente a Assembléia Legislativa

Rio de Janeiro - 13h na CinelândiaMacapá - 16h na Praça da Bandeira

Juiz de Fora - 19h no Parque Halfeld
Postado por Alcinéa Cavalcante
Papel higiênico para momentos de crise, da Helena Santini
******************
Comentário: Helena, faço sugestão para os banheiros do senado, em Brasília

No senATO

Guto Cassiano

Vagas abertas

Arte do Guto Cassiano

Ah!

Arte do Solda

Os gorilas milicos (pleonasmo) não gostam de rir

Do Blog do Solda
Secuestraram a caricaturista Allan McDonald y su hija de 17 meses en Honduras
Ayer a las 3 de la mañana, el caricaturista hondureño Allan McDonald fue secuestrado de su casa por efectivos militares golpistas, junto asu hija de 17 meses de edad.
Desde su puesto en el diario El Heraldo, Allan Mc Donald mostro suapoyo a la consulta popular lanzada por el presidente electo Manuel Rosales Zelaya.
Según una amiga de Allan, radicada en Suecia, lo último que se supo de Allan es que estaba preso en un hotel, junto a funcionarios de la Embajada de Venezuela y dos periodistas españolas. Al parecer fue llevado por los militares a la frontera de El Espino para abandonar el pais, pero hasta ahora no se sabe su paradero. Desde Ediciones La Ñatita pedimos difundir esta información a todos los colegas dedicados a al historieta, ilustración y caricatura, por favor, no dejemos que esto pase desapercibido.

Cats...

Cats...

Amigos

Amigos

André e filho São Carlos

André e filho São Carlos

Elisabete Cunha e seu marido

Elisabete Cunha e seu marido

Glória

Glória

Minha casa caco

Minha casa caco

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